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Eduardo MarquesProjetos & Fragmentos...
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September 11 Dor e prazerNo quarto de baratas, Urrava uma prostituta: Dor e prazer na labuta Do abrir bem as pernas.
Falos grossos e finos, Grandes e pequeninos Falos brancos e pretos, Porém, todos famintos!
Eduardo Marques 23/04/2007 – 20h44 Entradas e saídas...Negra orgulhosa, Ó cheia de graça, A carne em brasa Dança na praça...
Os olhos famintos, Falos endurecidos, Desejos absolutos E todos os pecados!
De quatro, no cio, Nádegas redondas, A fila em silêncio: Entradas e saídas...
Eduardo Marques 23/04/2007 – 20h13 Baía de VitóriaO céu azul sobre o penedo fulgura generoso. A árvore sobre o penedo passado glorioso.
Embarcações atravessam a baía deixando um rastro de óleo. Aves carniceiras atravessam a baía num vôo raso e sombrio.
A feiúra e a beleza, triste antítese de um casamento. Tragédia vagarosa e sem catarse lágrimas pelo passamento.
Como são inspiradoras as imagens para uma obra dolente. Meus Deus, assim são os homens de caráter inconstante?
Eduardo Marques 18/06/2007 – 12h47 A procissão dos mortosEscutai o som dos ventos noturnos, Infinitos suspiros de almas amarguradas, O cântico enigmático dos velhos sepulcros De árvores mortiças e flores desbotadas...
Pássaros agourentos emergem das trevas Anunciando a procissão dos desencarnados, Clamores ecoam pela paisagem de sombras, Entre os viventes brotam medos infundados...
Em louvor, velhas senhoras acendem velas E entoam super-excitadas antigas orações, A legião invade a vila arrastando os grilhões, Os descrentes atônitos fixam as pupilas...
Uma revoada de morcegos completa o cenário, O que desejam espectros? - Brada uma voz solitária Desejamos a liberdade, ainda que tardia! - Em coro A procissão segue lenta e deixando rastros de lama...
Eduardo Marques 19/01/2006 - 01h55 Prazer e PecadoHoje eu não me deitarei com os seres celestiais Entrego o meu corpo e alma aos seres abissais Não quero singelos anjos assexuados e benevolentes Quero dividir a minha cama com demônios - fêmeas!
Celebraremos Baco em uma orgia de carne e vinho; Entoaremos antigos e secretos cânticos proibidos; Comungaremos desnudos, com o sagrado e profano; Evocaremos todos os esquecidos deuses pagãos
Como é suave e ardente o sabor do pecado! Avançaremos sem medo a augusta noite festiva O nosso monocromático sangue fervilha... Sussurros aos quatro cantos viajam a sorte do vento
Desperto voraz de minha mística visão, entorpecido Agora o meu leito de trevas arde em chamas, Pensamentos macabros, selaram o meu destino Em breve estarei reduzido em tristes cinzas...
Eduardo Marques 26/10/2005 - 19h50
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